Sonho Elétrico, o mais recente espetáculo da companhia brasileira de teatro, estreia no CCBB Brasília em 16 de abril e segue em temporada até 3 de maio

Com texto original e direção de Marcio Abreu, o espetáculo, criado em diálogo com a obra do neurocientista Sidarta Ribeiro, traz uma reflexão sobre a importância de sonhar coletivamente com o futuro da vida e dá continuidade à pesquisa da companhia sobre questões relativas à memória, sonho e história

DESTAQUECULTURAPUBLICIDADE

Carla Spegiorin

4/6/20265 min read

Fotos para a imprensa: Sonho Elétrico

“Visto de cabeça para baixo, esse mundo torto pode ter jeito”, escreveu Sidarta Ribeiro em seu livro Sonho Manifesto, que foi um dos pontos de partida para a pesquisa e criação da peça Sonho Elétrico, que chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) e cumpre temporada de 16 de abril a 3 de maio de 2026, de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Com texto e direção de Marcio Abreu e produção da companhia brasileira de teatro, que está celebrando seus 25 anos de atividades ininterruptas, o espetáculo tem o elenco formado pelos artistas Verónica Valenttino, Jessyca Meyreles, Idylla Silmarovi e Cris Meirelles, e a presença do pianista Luís Chamis em cena. Os ingressos, a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), podem ser adquiridos a partir de 8 de abril de 2026 pelo site ccbb.com.br/brasilia e na bilheteria do CCBB Brasília. O espetáculo não é recomendado para menores de 16 anos. Estão programadas duas sessões com Intérprete em LIBRAS aos domingos, nos dias 19 e 26 de abril.

Fotos para a imprensa: Sonho Elétrico

Em Sonho Elétrico, uma artista e integrante de uma banda (Verónica Valenttino) é atingida por um raio. Em estado de coma, a protagonista navega pelo limiar entre vida e morte, explorando memórias, sonhos e a possibilidade de despertar para uma nova chance. A narrativa se desenvolve como um percurso sensível na mente de uma artista, servindo como metáfora para a iminência do fim e as oportunidades de transformação que podemos ter enquanto comunidade planetária.

Fotos para a imprensa: Sonho Elétrico

A peça, em diálogo com a obra e a interlocução de Sidarta Ribeiro, neurocientista, capoeirista e escritor brasileiro, tem como ponto de partida seu livro Sonho Manifesto:
Dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico, no qual compartilha conhecimentos de cientistas, pajés, xamãs, mestras e mestres de saber popular, artistas e inventores que nos lembram da importância de sonhar e agir coletivamente para o futuro do planeta. Também é a continuidade da pesquisa da companhia brasileira de teatro sobre o sonho, a História e a memória, individual e coletiva, iniciada em seu espetáculo anterior, AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] (2024).

“O autor consegue articular através de uma linguagem direta e acessível um conjunto de proposições e de temas muito diversos, atuais e urgentes. Essa capacidade de diálogo com as pessoas e com a sociedade plural na qual vivemos é o principal ponto de convergência entre o pensamento de Sidarta Ribeiro e o que buscamos nessa peça: uma obra fundamental para consolidar a importância social da arte e seu potencial transformador, que revisita o passado e inspira ações para o futuro, agora”, comenta Marcio Abreu.

Sonho Elétrico é uma pesquisa, criação e produção dos membros da companhia brasileira de teatro: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria. Com equipe diversa de multiartistas e parceiros colaborativos da companhia, conta com as colaborações criativas de: Key Sawao, bailarina e artista da cena, e que assina a direção de movimento da peça; trilha sonora original e direção musical do multi-instrumentista e compositor Felipe Storino, com colaboração da compositora e cantora Juliana Linhares; assistência de direção do ator, bailarino e pesquisador Fábio Osório Monteiro; figurinos do estilista e criador mineiro Luiz Cláudio Silva e seu Apartamento 03.

Fotos para a imprensa: Sonho Elétrico

Fotos para a imprensa: Sonho Elétrico

A Gênese do Projeto Sonho Elétrico é fruto de um processo criativo que se desenvolveu a partir da plataforma Voo Livre, criada em 2023 pelos artistas e produtores Marcio Abreu, Cássia Damasceno, Nadja Naira e José Maria. A relação da companhia brasileira com Sidarta Ribeiro e com temas relacionados ao sonho vem se desenvolvendo em diversos momentos, desde as pesquisas para a criação da peça Sem Palavras, que estreou na França em setembro de 2021. O neurocientista participou de três momentos importantes da plataforma: primeiro, em cena, no acontecimento Voo Livre – Futuros, em outubro de 2023, no Teatro de Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro. Em junho de 2024, volta à cena na reedição de Futuros no Teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo. Nesta ocasião, Sidarta também colaborou na residência artística Voo livre – Sonho Manifesto, direcionada a 30 jovens artistas de linguagens diversas, no Galpão do Sesc Pompeia, orientada por Marcio Abreu e a companhia brasileira de teatro, junto a artistas convidados, como Key Sawao, Cristina Moura, Kenia Dias e Helena Vieira. E, numa terceira edição, já chamada de Voo livre – Sonho Elétrico, no CPT – Sesc Consolação, como convidado e palestrante, com a equipe criativa do espetáculo e mais 15 artistas assistentes.

                                FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Marcio Abreu

Pesquisa e Criação: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria Elenco e criação: Verónica Valenttino, Jessyca Meyreles, Idylla Silmarovi e Cris Meirelles Interlocução teórica e criativa: Sidarta Ribeiro Direção técnica, Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira Direção de produção e administração: Cássia Damasceno e José Maria Direção Musical e Trilha Sonora Original: Felipe Storino Colaboração Criativa Musical: Juliana Linhares Direção de Movimento e colaboração criativa: Key Sawao Assistência de direção e colaboração criativa: Fábio Osório Monteiro Música “Armadilha”: Juliana Linhares e Caio Riscado Música “Emaranhada”: Juliano Holanda Música "Sonho Elétrico": Juliana Linhares e Marcio Abreu Pianista em cena: Luís Chamis Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03 Cenografia: Marcio Abreu, José Maria e Nadja Naira Assistência de dramaturgia e colaboração criativa: Aislan Salomão Assistência de produção e arte: Taís Morgado Design e técnico de som: Felipe Storino Técnicos de luz e programação: Ricardo Barbosa e Sibila Gomes Assistência de cenografia e desenhos técnicos: Luana Gattoni Execução cenográfica: Douglas Caldas e Alexander Peixoto da Silva Cenotécnico e Maquinista: Alexander Peixoto da Silva Camareira: Cristiane Ferreira da Silva Fotos e vídeos da Residência Voo Livre | Sonho Manifesto – Sesc Pompeia: Cacá Bernardes Fotos da Residência Voo Livre | Sonho Elétrico – CPT – Sesc Consolação: Aristeu Araújo Fotos do Processo Criativo e Espetáculo Sonho Elétrico: Ethel Braga Fotos do espetáculo | CCBB BH: Edgar Kanaykõ Xakriabá Programação Visual: Pablito Kucarz Mídias Sociais: Kalindi D’Elia Imagens e Registro Videográfico SP: Elisa Mendes Imagens e Registro Videográfico BH: Felipe Alicate Assessoria de Imprensa em Brasília: Carla Spegiorin| Âncora Comunicação Produção local em Brasília: Milca Luna | Maré Cheia Produções Criação e produção: companhia brasileira de teatro